Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves

Mergulhadores

Com a mesma filosofia que rege todo o quartel e diferentes secções dos bombeiros voluntários de Vila das Aves, escuta e respeito, exigência absoluta de qualidade, progressão em metodologias de acção e rapidez de resposta, com o mínimo de risco tanto de dia como de noite, a secção de mergulho nasceu da necessidade de colmatar uma lacuna sentida por aqueles que trabalham para o bem da comunidade, tendo como base o valor de “Vida por Vida”.

 

O universo profissional de trabalhos e resgate que uma secção de mergulho implica, leva a que não haja direito a enganos, e a confiança nos colegas de equipa passa a ser um ponto fulcral. Assim, desde o início, a necessidade de formação é uma constante neste grupo de trabalho que prima pela eficácia, pois é necessário conciliar o corpo com o cérebro de forma a atingir o objectivo sem perdas de tempo ou erros.

 

Para os elementos desta secção, são necessários todos os conhecimentos técnicos que já possuem como bombeiros e técnicas específicas de mergulho, em especial de resgate e orientação subaquática, pois grande parte das intervenções são efectuados, não em águas limpas, mas sim de visibilidade nula.

 

Foi durante o ano de 2003, que os cinco elementos iniciais da equipa de resgate de mergulho foram submetidos a uma formação contínua de mergulho, curso da Confederação Mundial de Actividades Subaquáticas (CMAS) P1, na Escola de Mergulho de Barcelos sob a orientação do Monitor da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas (FPAS) – Vítor Hugo Gomes, coincidindo o fim desta com o início oficial da secção de mergulho a 12 de Setembro de 2003.

 

 

De forma a tornar a equipa mais operacional e dar resposta a todas as dificuldades que nos teatros de operações vão surgindo, bem como nos treinos mensais que efectuam, a secção conta com uma história evolutiva que passa desde especialização dos elementos operacionais, aquisição de equipamento e formação de novos elementos.

 

No ano de 2004, fruto da necessidade de formação contínua, todos os elementos frequentaram as especialidades requeridas pela FPAS bem como o curso CMAS P2. Foram também admitidos mais dois elementos para a equipa, com formação equivalente.

 

Com o intuito de uma melhor percepção do modo de actuação das equipas de mergulho em teatros de operação bem como as suas limitações, o comandante da corporação realizou o curso CMAS P1 sendo inserido nesta secção, em 2005. No final deste ano o grupo de resgate de mergulho contava com 9 elementos no activo.

 

Os investimentos não passaram apenas pela formação e em 2006 a secção já contava com um vasto leque de equipamento, bem como uma viatura de apoio, remodelada pelos elementos da equipa, esta viatura permite armazenar e transportar para o local de ocorrência todo o material individual e colectivo de mergulho, bem como disponibiliza um espaço para planeamento e logística, a viatura pode ser vista aqui.

 

Decorria o ano de 2007 e um dos elementos da secção foi chamado pela Escola Nacional de Bombeiros para frequentar na Escola de Mergulhadores da Armada o curso de bombeiro mergulhador nível II.

 

Nesse mesmo ano, a equipa adaptou uma câmara de forma a permitir a visualização de fundos subaquáticos, sem a necessidade de colocar mergulhadores em risco. Esta foi pela primeira vez utilizada no teatro de operações das buscas de um bombeiro desaparecido na barragem do Torrão (com cerca de 40 metros de profundidade), em Cinfães do Douro.

 

Este equipamento tem vindo a ser melhorado e actualmente permite visualizar o fundo subaquático com uma maior nitidez bem como gravar todas as imagens e percurso efectuado.

 

Por altura do 5º aniversário (2008) e no seguimento do abandono de quatro mergulhadores da corporação, foram abertas inscrições para novos elementos a integrar a equipa de mergulho. Actualmente encontram-se cinco bombeiros em formação.

Em quase seis anos de história, a secção de mergulho já participou em várias buscas e resgates, não só na área de intervenção como em todo o distrito.

 

Operacionalmente a secção conta com:

» um bombeiro mergulhador nível II e mergulhador profissional (Escola de Mergulhadores da Armada Portuguesa)

» três bombeiros mergulhadores, com curso CMAS P2

» um bombeiro mergulhador, com curso CMAS P1